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Cinecasulofilia

0 - fuja! * - razoável ** - bom *** - muito bom, recomendado **** - obra-prima!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

CARA DE PAU

Inacreditável a cara de pau do "jornalista" TT Catalão, que resolveu escrever sobre a premiação de 16mm no Festival de Brasília, premiando a dobradinha local O Poeta e o Capitão (ele errou o título, trocando as bolas) e Macacos Me Mordam. Não se iludam pelo texto: o filme é abominavelmente ruim. Será que se ambos os filmes não fossem da cidade local, o glorioso jornalista, membro do júri, acharia o mesmo?


"Decidimos dar Menção Honrosa ao O Capitão e o Poeta de Jorge Oliveira, por justiça e relevância histórica que foi relembrar o discurso de Neruda no estádio do Pacaembu em homenagem ao líder comunista Luiz Carlos Prestes recém libertado da cadeia de Vargas. Merecido também pela competência técnica que foi a boa resolução de uma tarefa visual árdua ao colocar um discurso na tela. Destaque para a emocionada interpretação do texto na voz de Hugo Rodas.

No vencedor Macacos me Mordam, o grupo brasiliense é especialmente mordaz e anárquico com a própria postura pretensiosa de artistas que vivem a pose oca e caricata da “importância genial da minha obra”. O grande sarro está em um clip inserido no filme pelo personagem penetra Cebola (ator Fernando Booyu) que consiste num cara rolando um pneu velho pelas avenidas de Brasília e a emblemática frase: “emborrachados por fora e vazios por dentro – isso tem a ver com a sua vida?”.

O macaco (em desenho animado) surgiu num circo de ervas daninhas do Cruzeiro Velho e foge para a Água Mineral, o curta é “making off” de um filme “Tocatta e Fuga” que não existe, o diretor confessa que o objetivo final da obra “é ver se come alguém”, o clipe faz visual para música inexistente, o diretor perde o controle do final, o figurante invade a montagem, enfim, macacos nos mordam. Sem assoprar. Mordam sem amordaçar.

A Brasília oficial está nessa: ou pneu vazio por dentro e emborrachado por fora ou puro Pinel rolando na solidão dos exus monumentais.

TT Catalão é jornalista"
(N.E deste blog.: e acrescento: piadista nas horas vagas)

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Poema sarcástico

Podemos fazer algo de monstruoso
Mas nada que se compare

Mensagem de Natal do Blog

Mais um ano se completa em companhia deste blog. Neste ano fiz alguns amigos através deste blog... e perdi outros... Alguns sorrisos de canto de boca e algumas apurrinhações (fantasmas de sempre...). O saldo é: vida que segue.

Em homenagem ao blog (uma auto-homenagem), segue um pequeno poema de espírito natalino.

Boa sorte
Segue teu caminho
Mas – é preciso dizer –
Não conta comigo
Meu rumo é o aqui e agora
Neste canto de orvalho seco
Vai
Leva contigo tuas prendas, tuas sedas, teu orgulho
E me deixa aqui, em paz
Em companhia da morte

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Temos que admitir: a crítica de King Kong no O GLOBO feita pelo Rodrigo Fonseca é muito boa. Parece que ele vem aprendendo com as porradas, assimilando as críticas. Não fez como o Jaime Biaggio, que depois das críticas que recebeu em relação ao tosco texto que escreveu assassinando o Gente da Sicília, quis provar para todos que estava certo, e degringolou de vez. O texto tem sentimento, mostra para o leitor que por trás do filme há um olhar do diretor, que acho que é o suficiente para uma crítica. Tem ainda uns cacoetes de estilo, mas de qualquer forma é a melhor crítica que leio há tempos no jornal.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Pensamento:
Procuro por um cinema que se aproxime muito mais da arquitetura, da música e da pintura do que um cinema que se aproxime da literatura e do teatro.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Flores Partidas

Flores Partidas
De Jim Jarmusch
Unibanco Arteplex 1 dom 16:30
**

Eu sou um dos adeptos de que o cinema de Jarmusch atingiu um esgotamento. Depois de dois trabalhos extremamente inventivos como Stranger than Paradise e Down by Law, Jarmusch tentou por vezes plagiar a si mesmo (Uma Noite sobre a Terra, ...) ou tentar um cinema metafísico ambicioso mas que tendia ao vazio (Dead Man, Ghost Dog). Mas esse Flores Partidas atraiu a minha simpatia pela “modéstia” do tema, e como Jarmusch fez um sutil trabalho de direção. Diretamente chupado de um lado de A História Real, de david Lynch, e de outro, dos filmes de Wes Anderson e da performance de Bill Murray em Encontros e Desencontros, Jarmusch faz um filme simples sobre a dúvida. Os tempos largos, a ausência de ação, as elipses, o tipo da comédia desengonçada que no fundo nos faz atenuar o drama: efeitos que se não são novos são apresentados com sentimento por Jarmusch. Um entremeio saudável, respiro para outros projetos a vir. A bela história do solteirão a procura do seu filho é narrada com um olhar humano por Jarmusch. Alguns cacoetes (sonhos estilizados, um vizinho um tanto estereotipado, etc.) ainda quebram parte do encanto do filme, mas quando o filme se concentra na questão do tempo e do silêncio, acerta. Quando apela para os trocadilhos e para os jogos verbais típicos dos primeiros filmes de Jarmusch por incrível que pareça o filme afunda. Mas é o tipo de filme que gosto de ver, porque me diz coisas (oh)

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Marcas da Violência

Marcas da Violência
De David Cronenberg
Espaço Unibanco 2 qui 22hs
***½

Falar sobre esse filme de Cronenberg é falar sobre o impossível. Um dos filmes mais impactantes que vi recentemente. Uma pequena obra-prima. Um filme de concisão: é daquele tipo de filme em que TUDO parece estar no lugar, em que CADA PLANO tem uma função absolutamente precisa dentro de narrativa. É um trabalho de extrema maturidade, elegância e eficiência em cada recurso de linguagem utilizado. É um filme que nos ajuda a lembrar da enorme tradição do grande e velho cinema americano, com todas as suas convenções (o cinema de gênero). Cronenberg evidentemente domina as regras próprias desse cinema, mas as usa em benefício próprio, converte as fórmulas para seu universo pessoal.

O que dizer sobre o filme? Muitas coisas podem ser ditas. É um filme sobre os Estados Unidos de hoje (a suposta ameaça terrorista, etc.), sobre a inevitabilidade do mal (para mim esse é o principal tema do filme), sobre a impossibilidade de abandono de um passado, sobre a construção de uma família (imagino a reação de Spielberg assistindo a esse filme e diante do final), e uma investigação ambígua sobre o sonho americano e o preço pago para essa construção (ou o que há por trás do aparente sonho americano). Nesse ponto, o filme tem muito mais contundência para mim que um Menina de Ouro ou mesmo as baboseiras de Beleza Americana e cia.

Marcas da Violência é um grande filme porque vem de um cinema físico. Um cinema que busca a ação para virar pelo avesso o lado psicológico de seus personagens (extraordinária atuação de Viggo Mortensen, uma enorme revelação, já que antes só tinha feito papéis canhestros como em O Senhor dos Anéis). Esse é o tipo de filme que há alguns anos eu escreveria laudas, mas hoje, eu apenas enrolo, já que acho que o filme é tão conciso, tão preciso, que já fala por si.

A violência faz parte de nós. Vive-se nessa tentativa de enclausurar o instinto, mas uma hora ou outra ele vai desabrochar. Isso porque o mal nos ronda. E não podemos ser omissos diante dele porque ele inevitavelmente poderá afetar nossas vidas. E muitas vezes não somos o que parecemos ser. Podemos ser pessoas doentias ou monstruosas. Somos capazes de realizar atos verdadeiramente monstruosos, seja por uma “boa ação” seja por uma “má ação”. Como se pode conviver com isso? Como podemos olhar para nossa esposa e dar lições para os nossos filhos diante da monstruosidade da natureza humana?

Daí vem aquele final. Só tinha visto uma coisa dessa em A.I. de Spielberg, quando o menininho ri na mesa de jantar, ou em Gritos e Sussurros. Mas aqui é exatamente isso, uma coisa que eu compatilho muito com Cronenberg: como se pode continuar? Ainda somos capazes de olhar nossa família nos olhos, ou ainda, de sermos olhados nos olhos por nossa família? Ou ainda, é possível viver depois de Auschwitz, dos ataques terroristas, etc.....

p.s.: pra mim a cena mais difícil do filme (sem contar é claro com o final) é quando o filho finalmente bate no garoto da escola. No comments.

O Fim e o Princípio

O Fim e o Princípio
de Eduardo Coutinho
Espaço Museu da República, quinta 16hs
**½

O milagre de Eduardo Coutinho

Enquanto continuamos com a discussão da renovação das leis de incentivo, da participação da Globo Filmes e do Prêmio Adicional de Renda, surge mais uma obra desconcertante de Eduardo Coutinho. Mesmo com toda a recente popularidade no meio crítico e acadêmico, Coutinho continua sendo um oásis dentro do cinema brasileiro. Coutinho é uma espécie de Straub do cinema tropical: cada vez mais seus filmes vêm insistentemente depurando a linguagem até chegar a um mínimo de recursos estilísticos para atingir a um máximo efeito expressivo. Seu cinema é um cinema franciscano, que se alimenta apenas de água e pão. Não há nenhum efeito, nenhuma metáfora, nenhuma possibilidade de grandes referências ou de grandes sínteses. E é por isso mesmo que Coutinho faz um grande filme. O que poderia ser uma reportagem de televisão, vira cinema. O que poderia ser um filme amadorístico torna-se uma obra de arte. Como explicar o mistério Coutinho? Não se explica. O cinema franciscano de Coutinho busca o milagre, e assim trabalha com uma idéia de ascese que nos remete a cineastas como Straub, Bresson, Dreyer. E, claro, a Aabas Kiarostami, que parece ser a principal referência a nos guiar quando vemos a O Fim e o Princípio.

Mas por que Kiarostami? Por que O Fim e o Princípio é um filme sobre seu próprio processo de criação enquanto filme. Sem roteiro, sem guia, sem pesquisa prévia sobre esses personagens, Coutinho caminha para o interior da Paraíba, para dentro do sertão, para um mundo que ao mesmo tempo parece em vias de extinção e parece durar para sempre. O grande plano-síntese do filme é quando Rosa, guia do filme, que trabalha para a Pastoral do local, desenha numa grande folha de cartolina uma espécie de mapa da região, descrevendo cada casa que posteriormente Coutinho e sua equipe irão visitar. Essa folha de cartolina é o roteiro do filme, que vai sendo construindo ali, pelas mãos de Rosa. É também uma espécie de adendo metodológico do que o filme busca: um cinema que nega seu lado autoral para se concentrar sobre seu próprio processo de criação.

Mas só entendemos por completo o projeto de Coutinho depois de 1 hora de filme. As entrevistas (na verdade, conversas) de Coutinho com os moradores da região são um tanto frias e menos iluminadas que seus filmes anteriores. Mas depois que a equipe retorna ao local para um segundo contato, as coisas meio que se transformam. Daí O Fim e o Princípio se revela um filme sobre a amizade, sobre a possibilidade de contato entre duas pessoas tão diferentes por meio do cinema. O cinema então PODE ser um instrumento de estímulo à amizade. A partir de então, a resistência inicial dos moradores da região vai sendo quebrada. E à medida que vai sendo quebrada, o filme de Coutinho vai sendo feito. Quando Coutinho e sua equipe finalmente se tornam amigos dos moradores daquela região, já é hora de partir. O filme acaba. Ou seja, mais que o resultado, o que importa aqui é o percurso. Ou ainda, o que é mais importante em O Fim e o Princípio é percebermos que um filme como esse PODE SER FEITO. Ora, Coutinho não é ingênuo: em última instância, O Fim e o Princípio é um filme sobre o cinema, sobre o processo de se fazer um filme.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Atualizando

O Fim e o Princípio, de Eduardo Coutinho **
Marcas da Violência, de David Cronenberg ***½

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Carta de Intenções - ABISMO

Texto que distribuí para as pessoas antes da sessão do filme. Antes de ser uma "bula" para "explicar o filme para as pessoas", fiz como uma experiência para que pudesse servir como uma primeira mediação, como um primeiro diálogo, como uma carta de intenções sobre o filme. Se isso tem no teatro, nas exposições, por que não pode ter tbem nos filmes esquisitos?


A B I S M O
(MiniDv, 2005, 21´)
Realização: Cinecasulófilo

ABISMO é um vídeo todo realizado num plano-sequência (sem corte) e por uma única pessoa (diretor, produtor, ator).

Dentro de um banheiro, o ator-autor se expõe para o público e para si mesmo. Através de reações físicas não-premeditadas que lhe surgem naturalmente, expõe, através de seu corpo, as angústias de sua própria existência.

Após sair de um banho, através do grande espelho em que se vê sua imagem refletida, vemos várias camadas de significados: 1) o autor; 2) o ator; 3) o “personagem”; 4) a imagem do “personagem” vista pelo espelho; 5) a imagem do “personagem” vista pela lente da câmera.

Com isso, surgem novas camadas de significados a partir do olhar: 1) o olhar do autor; 2) o olhar da câmera; 3) o olhar do ator; 4) o olhar do personagem; 5) o olhar do espectador.

Através dessas conjunções de olhares possíveis, ABISMO reflete sobre as idéias do encenador polonês JERZY GROTOWSKI. Grotowski buscou, no âmbito do teatro, uma nova metodologia de trabalho para o ator, concentrado num método de ações físicas que estimulassem uma relação direta entre ator e espectador. Ou seja, para Grotowski o teatro era eminentemente um encontro. Diante do ato da representação expresso no corpo do ator, o espectador poderia ter uma espécie de catarse, tornando cada apresentação uma mediação de sentidos quase religiosos.

Além disso, Grotowski, questionando o aparato tecnológico em torno do teatro, defendeu a idéia de um “teatro pobre”, com uma extrema economia de recursos cênicos. Com isso, Grotowski buscava resgatar uma essência do processo teatral, calcada no ator e em seu processo de transformação interior.

ABISMO procura se inspirar livremente nos ideais de Jerzy Grotowski, traduzindo-os para o vídeo, acreditando que o curta-metragem seja o formato ideal para a experimentação, como um contraponto às fórmulas da banalização promovidas pela publicidade, pelo cinema hollywoodiano e pela televisão.

domingo, dezembro 04, 2005

mais um

Foi ótima a sessão de estréia de ABISMO, no Ateliê da Imagem. Apesar da chuva, as pessoas que lá estavam (cerca de 30 pessoas) estavam interessadas no que viam (ou seja, é melhor qualidade do que quantidade). A sessão foi muito boa, aliás, há muito tempo não via uma sessão de curtas tão boa: Plataforma, Aquário da Memória, o estranho filme do Raphael, até o filme do Caselli foi bom.... Minha fala antes do filme, dizendo que a vocação da sessão no Ateliê da Imagem era a da experimentação foi muito apropriada, e levei algumas anotações sobre o ABISMO para distribuir para as pessoas (gostei muito da iniciativa, sugerida pela minha mãe). Moacy Cirne, em seu incansável Balaio Vermelho comentou a sessão com muita propriedade. Eis seus comentários sobre ABISMO:

BALAIO INCOMUN 1629
Uma folha porreta desde 1986
Rio, 3 de dezembro de 2005

“ (...) No segundo deles, Abismo, de Marcelo Ikeda, a proposta da radicalidade aponta para outro tipo de narrativa, contrapondo-se à obra anterior com alta voltagem reflexiva: isto não é um filme tradicional. Em seus 21 minutos, aparentemente nada acontece: nenhum corte, nenhum movimento de câmera, nenhuma ousadia formal, nenhuma ação dramática mais intensa, a não ser a cristalização significante da própria interioridade ontológica do autor-ator-personagem, que, no banheiro de sua casa, ao sair do chuveiro, diante de um espelho, tem reações que vão da alegria ao choro, da indiferença à náusea. Como disse Ikeda, em nota distribuída, "ABISMO procura se inspirar livremente nos ideais de Jerzy Grotowski, traduzindo-as para o vídeo, acreditando que o curta-metragem seja o formato ideal para a experimentação, como um contraponto às fórmulas da banalização promovidas pela publicidade, pelo cinema hollywoodiano e pela televisão". Sem dúvida, se Grotowski propunha um teatro pobre, Ikeda propõe um cinevídeo pobre, correndo todos os riscos da não-compreensão por parte do público e da crítica. Não é fácil gostar de suas realizações que primam pela anticinemacidade. Mas exatamente aqui, nesta desesperada anticinemacidade, reside a sua principal qualidade: é possível pensar a imagem audiovisual fora dos padrões estético-ideológicos manipulados pela publicidade, por Hollywood, pela televisão.”

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Dormentes, de Joel Pizzini

O trem.
O cinema.
A luz.
A sombra.
As pessoas.

A canção.
O silêncio.

O nunca.
O sempre.

Dormentes, de Joel Pizzini.

Minha vida poderia ser azul
é preta
e branca

Color
Clorofila
Clorofórmio

Minha vida cheira a ópio
a pó
a pus

Minha vida sou eu
Sou eu
sou
so
s

Festival de Brasília: resumo

É muito estranho isso mas apesar das parcas estrelinhas, achei o nível do Festival de Brasília bem bom, especialmente dos longas, que eu não levava muita fé.

Longas:
Depois daquele baile *
O Veneno da Madrugada * ½
A Concepção * ½
Eu me lembro **

Curtas 35mm:
Rap, o Canto da Ceilândia, de Adirley Queiroz *
Quem Você Mais Deseja, de André Sturm e Sílvia Rocha Campos, 13min – SP *
O Meio do Mundo, de Marcus Vilar **
Rapsódia para um Homem Comum, de Camilo Cavalcante **
O Som da Luz do Trovão, de Petrônio Lorena e Tiago Scorza *
O Caderno Rosa de Lori Lamby, de Sung Sfai 0
Dormente, de Joel Pizzini ***
Vermelho Rubro do Céu da Boca, de Sofia Federico *

Curtas 16mm:
Anya, de João Paulo Rezek, 11min – SP 0
Quando um burro fala..., de Aurélio Aragão e Roberto Robalinho, 15min – RJ **
Cólera, de Leandro Davico, 15min – RJ **
O Cão Sedento, de Bruno de Sales, 10min – PB **
O Boi do Mamulengo, de Jorge Rodrigues, 16min – DF 0
Oiticica, de José Geraldo, 15min – DF **
O Poeta e o Capitão, de Jorge Oliveira, 8min – DF 0
Prato do Dia, de Rafael Figueiredo, 10min – RS 0
Espeto de Pau, de André Queiroz e Vitor Brandt, 5min – SP 0
Macacos me Mordam,de Érico Cazarré, 19min – DF 0
A Vingança da Bibliotecária, de Santiago Dellape, 4min30 – DF 0
Capítulo Primeiro, de Roberto Maxwell, 20min – RJ *

Assim, nessa breve retroepsctiva: melhor filme do Festival de Brasília:
Dormente, de Joel Pizzini ***