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Cinecasulofilia

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terça-feira, maio 03, 2011

SUPERBAD - É HOJE, produzido por Judd Apatow e dirigido por Greg Mottola, dá continuidade a um certo olhar de cinema que produz filmes jovens. Este Superbad curiosamente se parece com filmes dos anos oitenta ou até mesmo de meados dos anos setenta que lidam com o ambiente da high-school. Os próprios créditos de abertura dão um certo tom ao filme, quase de homenagem a um certo cinema. Por isso, de uma certa forma, Superbad parece uma refilmagem de American Graffiti, o protótipo dos filmes adolescentes da época que coloca curiosamente um certo tom melancólico na noite de despedida desse garoto do mundo provinciano mas maravilhoso de sua cidadezinha, antes de ele pegar o avião e ir estudar na universidade numa grande cidade. Superbad também tem um tom de despedida: o filme fala de dois amigos que vão se separar porque um deles vai para uma universidade melhor. Antes, eles vão para uma festa, em que tentarão ficar com uma menina, e, para isso, precisam levar bebidas alcoólicas para a festa, e nisso se metem em mil enrascadas. É lindo como os policiais são caracterizados nesse filme. De qualquer forma, o filme caminha, com um certo mau gosto, sem atropelos, ligado a um certo tipo de cinema. No entanto, há um final extremamente desconcertante. O final de Superbad é um dos mais tocantes epílogos desse cinema da amizade adolescente. É quando um dos personagens diz “eu te amo” para seu amigo. A forma como esse “eu te amo” é encenada por Motola entra, sem exageros, em qualquer antologia desse cinema adolescente. Há, logo depois, uma cena tão ou mais desconcertante, quando os dois amigos finalmente se despedem, quando arrumam uma namorada. Mesmo depois do encontro desastrado na noite anterior, os casais vão ficar juntos. Os quatro se encontram num shopping, primeiro os dois homens e as duas mulheres, e em seguida, formam-se os dois casais. Os amigos se despedem. Há um plano-ponto de vista de Jonah Hill visto pela escada rolante. É incrível! Essas duas cenas mostram um lado surpreendentemente afetivo e belo no que aparentemente tendia ao mau gosto e ao corriqueiro. O fato de termos visto todo o filme só valoriza ainda mais a bela encenação dessas duas cenas, de antologia. São elas que fazem de Superbad um retrato extremamente maduro e afetuoso sobre o valor da amizade e a inevitabilidade da separação.

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